Toc toc na porta do coração
Há anos atrás essa porta fechou.
Não entrava e não saía ninguém.
E o mundo girava, girava.
Passaram horas, dias, anos, décadas
O tempo passava, passava, passava.
E cada vez mais rápido.
A mente envolta em tantas responsabilidades e afazeres não tinha tempo para tomar conta do coração.
A mente atarefada não percebia que o coração estava doente.
A mente atarefada não percebia as tristezas do coração.
Até que um dia o coração, a mente e o corpo adoeceram juntos.
Foram dias e muitos meses com eles doentes. Um grande sofrimento e muitas noites sem dormir.
Foram dias e muitos meses pensando.
E, aos poucos, mente e coração foram se redescobrindo.
E mente e coração começaram a atuar juntos.
Tinham que se ajudar a manter o corpo saudável, pois sem o corpo nenhum dos dois existiria.
Leram, pensaram, relembraram, pesquisaram e chegaram a um consenso.
Hora de ser feliz, tirar o peso dos ombros, dividir responsabilidades, enfim hora da leveza, hora de permitir-se, hora de se priorizar, etc
E aos poucos foram montando um projeto que denominaram #semmedodeserfeliz.
Nesse projeto foram agregados itens novos e esquecidos, tais como: mais música e dança, por favor; mais exercícios, por favor; mais feminices, por favor; mais auto estima, por favor; mais amor, por favor, etc e tal.
Mas o item mais importante de todos foi voltar a escrever, foi escrever centenas de páginas de um suposto romance de ficção.
Mente e coração se entregaram de corpo e alma ao projeto.
Lá a personagem principal era simplesmente a reunião de corpo, mente e coração.
E lá foi colocado tudo que estava numa lista de sonhos e desejos. Um grito de liberdade.
Tudo que a mulher sempre quis fazer e que nunca se permitiu.
Não se permitia porque não se aceitava fisicamente, se incomodava com a opinião de terceiros e porque tinha muitos outros medos.
Percebeu que estava sempre em último lugar na sua lista de prioridades.
Percebeu que cuidava mais do bem estar dos outros do que do seu.
Percebeu que reprimiu tantas coisas por vergonha ou medo.
Percebeu que esqueceu de dizer tantas coisas.
Percebeu que não aprendeu a dizer tantas coisas.
Percebeu que amontoou e guardou só para si inúmeras frustrações e muitas dúvidas.
Percebeu, finalmente, que tinha que mudar e só ela podia fazer isso.
E foi tudo se moldando e se transformando lentamente.
Voltar a se amar e se aceitar foi fundamental.
Sair, sem dizer aonde ir, sem dar satisfações e se divertir e viajar sozinha foi libertador. E incorporou o #liberdadeéfelicidade.
Podemos dizer que é um caso de chutar o balde?
Sim. Isso mesmo.
O balde foi chutado n vezes, depois de redescobrir o mundo e se ver diferente ao olhar no espelho.
Se viu empoderada e conquistando/fazendo o que queria.
E o processo/projeto de mudanças vai fazer dois anos. Incorporou o #tonemaí e #eumeamo
A mente sonha mais e o coração bate forte de novo.
É claro que nem tudo são flores. Tem espinhos e muitos, mas eles não ferem mais com tanta intensidade.
E pensar que ela deixou de viver o que vive hoje por medo.
E pensar que a vida são frutos de nossas escolhas. E como.
Aprendeu a duras penas que o passado não volta nunca mais, o que fez ou deixou de fazer, inclusive decisões tomadas, já passou. O hoje é consequência das escolhas que fez ontem e que hoje pode mudar algumas delas para que amanhã seja muito melhor.
Amanhã, o maior desejo é de vida, acordar. E, dessa forma, incorporar o #vivendoohoje e #deixandoavidamelevar.
O futuro? Não sabe e vai depender das escolhas de hoje.
Arrependimentos tem sim, mas vai em frente. E incorporando o #estavaescritonasestrelas.
E como é difícil escolher com o temperamento dela, pois tenta enumerar todos os prós e contras e vê as questōes por vários ângulos.
Lá atrás mente e coração fizeram duas escolhas. Uma delas bem difícil, mas vai em frente e até quando Deus quiser. É o projeto #risosrazãocoragem
E agora a mente todo dia faz toc toc na porta do coração e os dias ficam melhores porque o coração como resposta só sabe bater feliz.
E o coração e mente também dizem: não temos tudo que queremos, mas queremos (e muito) o que temos hoje. Chegamos onde queríamos.